Esqueça o ‘rosto de preenchimento’ e saiba o que vem a seguir no universo dos procedimentos faciais

postado em 20/06/2024

O modelo Albert Cho estava beijando alguém quando descobriu que seu preenchimento facial havia endurecido. Seu parceiro também notou a textura estranha em seu rosto. “Toquei no nariz dele e depois no meu para comparar, e o meu estava duro como pedra na ponta”, conta ele.

Cho parou de receber injeções de preenchimento há dois anos. Após complicações envolvendo a mudança de lugar da substância e a perda de firmeza, ele achou que o produto havia finalmente saído de seu organismo. Em vez disso, o modelo se viu de volta à clínica, onde passou por um doloroso e custoso processo de dissolução do procedimento.

O preenchimento facial tem se tornado cada vez mais comum nos últimos anos, especialmente entre os mais jovens. As redes sociais e a pandemia – momento em que muitas pessoas passaram horas no Zoom olhando para seus reflexos e para os rostos com filtro de outras pessoas – ajudaram a normalizar a questão. A Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos escreveu em seu relatório de 2022 que os procedimentos estéticos cresceram 19% entre 2019 e 2022 – procedimentos menos invasivos, como as injeções de neuromoduladores (como o Botox) e preenchimentos faciais tiveram um aumento quase duas vezes maior.

Com o aumento do uso, uma imagem ganha força no imaginário coletivo: o chamado “rosto de preenchimento”, associado aos efeitos colaterais negativos do procedimento. No início deste ano, na semana de alta-costura de Paris, especulações sobre a aparência de Kylie Jenner movimentaram as redes sociais, onde muitos usuários destacaram as consequências de um preenchimento malfeito, com a substância se movendo dentro do rosto e pontos de inchaço. Na época, pipocaram relatos de outras pessoas que sofreram com procedimentos incorretos e más experiências na remoção.

“Essas preocupações têm sido compartilhadas nos bastidores da indústria de cosméticos há anos”, diz Lauren Goodman, enfermeira e fundadora da Juliana Clinics, em Los Angeles. “O preenchimento não deve ser usado como uma muleta, e sim como um complemento”, afirma. “Não é uma solução de longo prazo. Em algum momento, o tratamento vai parar de surtir os mesmos resultados porque seu tecido e pele estarão soltos.”

Toda a repercussão contra o preenchimento significa que os procedimentos estéticos estão chegando ao fim, trazendo de volta a aceitação de nossas aparências naturais? Não é bem assim, segundo os especialistas.

A abertura constante de clínicas facilitou o acesso e a disponibilidade dos tratamentos cosméticos. A informação online e os ciclos de tendências de beleza cada vez mais acelerados também desempenham um papel significativo nessa equação. O visual da vez vive em transformação: agora, as bochechas e lábios bem preenchidos dão lugar a ângulos mais finos e esculpidos, a exemplo do visual de modelos como Bella Hadid e Amelia Gray. Especialistas acreditam que essa tendência tenha sido impulsionada pelo aumento no consumo de Ozempic, medicamento desenvolvido para tratar diabetes tipo 2 que é frequentemente usado para a perda de peso.

“Definitivamente, há pacientes cada vez mais jovens buscando procedimentos em geral”, destaca Michael Hakimi, médico da clínica Hakimi Plastic Surgery, de Beverly Hills. Com a juventude vem a impulsividade, o que pode levar clientes ao turismo médico – ou seja, viajar para outro país em busca de tratamentos específicos – e à falta de pesquisa adequada sobre os procedimentos e aqueles que os administram. “Quando você tem 25 ou 35 anos, é difícil imaginar que, em 10 anos, seu corpo e rosto vão mudar tanto que você provavelmente vai desejar ter mantido essa gordura no seu rosto”, acrescenta ele. “É um cenário totalmente novo, e preciso explicar tudo isso para esses pacientes jovens.”

Quando Lauren Goodman decidiu abrir sua clínica de estética, escolheu dividir o espaço com um cirurgião plástico. Assim, seus clientes podem ter consultas na mesma hora e local com ambos os especialistas. Às vezes, ela aconselha as pessoas a considerar cirurgias específicas — como a blefaroplastia, que remove a gordura sob os olhos, e a blefaroplastia superior, que remove a pele na pálpebra – como uma condição para continuar a fazer Botox.

A educação oferece soluções alternativas
Para evitar se tornarem vítimas da imprevisibilidade do preenchimento, algumas pessoas estão experimentando procedimentos que oferecem resultados mais sutis. Como exemplo, Lauren Goodman cita o Ultherapy, tratamento a laser não invasivo que traz firmeza para a pele. Há também um procedimento com células-tronco, pensado para suavizar, iluminar e estimular a produção de colágeno na pele – deixando o rosto mais preparado para receber injeções de preenchimento no futuro. Outra novidade é o Renuva, produto que estimula a produção de gordura para substituir a perda de volume na região abaixo dos olhos e nas têmporas. Há ainda o Skinvive, novo injetável de ácido hialurônico (aprovado nos EUA em maio de 2023) que melhora a suavidade e o volume da pele, com um resultado mais suave do que o preenchimento.

Desde que abriu uma flagship em Los Angeles, no ano passado, a Rationale, marca australiana de skincare de luxo, acumula nomes na lista de espera para sua consulta de pele personalizada, que usa uma técnica de diagnóstico por imagem para mostrar tanto as camadas superficiais quanto as mais profundas da pele. A seguir, a pessoa recebe um protocolo de tratamento customizado. Essa abordagem que envolve alta tecnologia e personalização explica o crescimento anual de dois dígitos da Rationale desde 2016.

“Nunca fez sentido aplicar uma abordagem única para todos quando se fala de tratamentos para a pele”, diz Katie Matten, chefe global de educação da Rationale. “Os consumidores estão cada vez mais cientes disso, interessados em produtos personalizados e tratamentos holísticos. É quando o bem-estar e a beleza se encontram com a ciência”, completa ela. Está aumentando a conscientização sobre a importância de uma rotina de skincare eficiente e personalizada para melhorar os resultados dos procedimentos estéticos. “Está tudo conectado, e é por isso que trabalhamos com especialistas, desde naturopatas [médicos que priorizam métodos de tratamento naturais] até dermatologistas e cirurgiões plásticos”, explica Matten.

“Mais educação e conscientização podem levar a melhores decisões”, concorda Lauren Goodman. “A pessoa quer se sentir bem, bonita, e quer que isso dure. Tem tudo a ver com fazer investimentos inteligentes.”

Fonte: VOGUE

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