7 formas eficazes para reparar a barreira cutânea, segundo especialistas

postado em 27/11/2025

A maior lição que você deve aprender este ano sobre cuidados com a pele é que sua boa saúde e aparência dependem de uma barreira cutânea forte. Se essa barreira estiver danificada, de nada adianta aplicar produtos na pele se você não dedicar tempo e atenção para repará-la. A saúde da barreira cutânea é essencial para manter um ambiente adequado ao nível natural de pH da pele. Sem ela, a pele pode reagir de forma adversa. Não é à toa que as pesquisas no Google por “como reparar a barreira cutânea” cresceram exponencialmente nos últimos meses — e continuam aumentando.

Felizmente, existem várias formas de manter a barreira cutânea saudável, mas não se trata de aplicar produtos aleatoriamente. O segredo está em soluções apoiadas pela ciência e na experiência de dermatologistas. Com isso em mente, consultamos especialistas para explicar tudo o que você precisa saber sobre a barreira cutânea: o que é, como identificar se está enfraquecida e, principalmente, quais fórmulas ajudam a repará-la.

O que é a barreira cutânea?

“A barreira cutânea é, por assim dizer, o ‘escudo inteligente’ da nossa pele. Podemos imaginá-la como uma muralha formada por tijolos e cimento, atravessada por uma rede de água que a mantém viva. Os ‘tijolos’ são os corneócitos, células da camada mais externa da epiderme, enquanto os lipídios funcionam como o ‘cimento’ que os mantém unidos e evita que se separem. Também faz parte dessa estrutura a fração aquosa, composta por água e fatores naturais de hidratação (NMF), que garantem a hidratação e a elasticidade corretas do estrato córneo”, explica Miriam Morillo, especialista em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Arganour.

Em resumo, a barreira cutânea tem duas funções principais: manter o que é bom dentro e o que é ruim fora. Por isso, é tão importante mantê-la saudável, como explica David Fernández Polo, responsável científico e de formação da Paula’s Choice: “Manter a barreira em boas condições é essencial, pois retém a umidade, protege contra agressores externos e mantém a pele forte e saudável. Quando a barreira está enfraquecida, a pele perde água rapidamente, desidrata-se, torna-se mais sensível, surgem vermelhidão e o envelhecimento acelera”.

Como saber se a barreira cutânea está danificada?

Em geral, certos hábitos de vida podem enfraquecer a barreira cutânea: tabagismo, sono insatisfatório, estresse, lavagem frequente das mãos e uso excessivo de esfoliantes. Além disso, agressores ambientais também desempenham um papel importante. Poluição, vento e radiação UV comprovadamente prejudicam a barreira. Assim, uma combinação de hábitos diários evitáveis e inevitáveis pode causar danos de gravidade variável à nossa barreira cutânea. “Muitos dos sintomas que indicam que a barreira cutânea está danificada podem ser comuns a outras condições, mas os mais visíveis incluem vermelhidão, ressecamento, sensação de repuxamento e até mesmo reações a produtos que antes funcionavam bem”, explica Pedro Catalá, cosmetologista, doutor em Farmácia, professor de Química Cosmética na Universidade de Siena e fundador da Twelve Beauty.

“Sensação de repuxamento ou ardor, mesmo com produtos suaves; vermelhidão, descamação ou textura áspera; surtos de sensibilidade ou irritação que antes não apareciam (por exemplo, quando a pele fica muito vermelha depois do banho); enfim, uma pele que não tolera nada, reage facilmente e perde o brilho”, complementa Ana Santamarina, especialista em dermocosmética e fundadora da Santamarina Cosmetics.

Formas de reparar a barreira cutânea enfraquecida

  1. Seja gentil consigo mesma (e com sua pele): encare todos os seus tratamentos cosméticos como uma prática de respeito e celebração da pele, não para privá-la de seus poros e pigmentos naturais. Pele de vidro não existe. Você nunca parecerá estar usando um filtro perfeito o tempo todo, mas luminosidade e brilho podem ser alcançados com uma pele saudável;
  2. Simplifique sua rotina de cuidados com a pele: pergunte-se sempre: “Por que estou usando isso?”. Se a resposta for “não sei” ou “ouvi dizer que é bom”, talvez seja hora de repensar. Defina quais são seus objetivos. Para algumas pessoas, o objetivo é reduzir a vermelhidão; para outras, uniformizar o tom da pele ou controlar a acne. Uma rotina orientada por objetivos será mais eficaz, simples, suave e econômica;
  3. Não existe um ingrediente único capaz de reparar a barreira cutânea: “O melhor é sempre usar uma combinação de ingredientes que reparem a barreira, restauram os níveis de hidratação e corrijam danos visíveis. É o que, na Paula’s Choice, chamamos de hidratação corretiva”, aconselha David Fernández Polo. “Devemos procurar ativos como ceramidas, colesterol e ácidos graxos, que reconstroem o ‘cimento’ intercelular da pele; niacinamida e pantenol, que reforçam a função de barreira e acalmam a inflamação. Além disso, a niacinamida estimula a síntese das próprias ceramidas da pele; também são interessantes prebióticos como Bioecolia, que ajudam a restaurar o microbioma, e extratos botânicos calmantes como Centella asiática, que também é epitelizante”, explica Ana Santamarina;
  4. Não abuse da esfoliação: a melhor forma de reparar a barreira cutânea é evitar qualquer limpador que elimine ainda mais a barreira natural. Por isso, os especialistas recomendam evitar ingredientes esfoliantes como AHA ou BHA, incluindo ácido glicólico, ácido salicílico e retinóides;
  5. Tome banho com água morna: a água quente tende a remover os óleos naturais da superfície da pele, por isso a melhor forma de limpá-la é tomar banho com água morna e utilizar sabonetes suaves;
  6. Cuide do seu corpo e da sua alimentação: “Inclua na dieta ácidos graxos essenciais (ômega 3 e 6), antioxidantes e vitaminas A, C e E, que ajudam a fortalecer a barreira cutânea de dentro para fora, melhorando sua capacidade regenerativa e defensiva. Um sono reparador e a regulação do estresse são aliados indispensáveis, pois níveis elevados de cortisol alteram a produção de lipídios e a capacidade de reparação da pele”, explica Miriam Morillo. “A regra de ouro é manter o estresse sob controle, já que estudos associam altos níveis de cortisol à perda da função de barreira. Também é importante ressaltar que, embora nos concentremos em cremes e séruns, a etapa da limpeza é vital”, acrescenta Pedro Catalá, cosmetologista, doutor em Farmácia, professor de Química Cosmética na Universidade de Siena e fundador da Twelve Beauty;
  7. Use protetor solar: quando a barreira cutânea está danificada, ela já se encontra comprometida, e não aplicar protetor solar só aumentará a inflamação e os problemas cutâneos existentes. “Aplique protetor solar de amplo espectro FPS 30 ou superior todos os dias, mesmo no inverno ou em ambientes fechados”, recomenda David Fernández Polo.

 

 

Fonte: https://glamour.globo.com/beleza/pele/noticia/2025/10/7-formas-eficazes-para-reparar-a-barreira-cutanea-segundo-especialistas.ghtml

Imagem principal designed by Freepik

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